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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Tem juíza que é cega

 

> Um caso lamentável e revoltante. Uma juíza do Tribunal de Família e Menores do Seixal não permitiu a entrada do cão-guia de um cego no seu gabinete. A juíza não deixou entrar o cão-guia - que faz parte integral da mobilidade íntrínseca ao invisual, este contestou a decisão da magistrada e acusou-a de discriminação. Resultado: o cego acabou por ser processado por difamação. No mínimo, esta ministra merecia que em frente ao seu gabinete se realizasse uma manifestação de todos os cegos do país.

 

 

PAU COMMENTS

 

De Carmindo Mascarenhas Bordalo* a 17 de Setembro de 2012 às 19:42
Infelizmente, ser Juiz não é sinónimo de ser sensato.
É certo que a Juíza podia oferecer-se para amparar o senhor invisual, que assim deixaria de precisar do cão.
Mas... e onde ficaria o cão?
Há valores mais altos que se levantam, nomeadamente a autonomia de uma pessoa cega. Creio que nem um senhorio pode proibir o inquilino cego de ter um cão-guia, apesar de ser o dono da casa.
A Juíza deveria lembrar-se que o gabinete não é dela, é do Estado - e este rege-se por valores constitucionais de protecção da pessoa deficiente.
Fazer isso a um cego é deitar fora todos os esforços legais e sociais do último século no sentido da defesa de uma vida condigna para os deficientes.

*Professor catedrático jubilado

 

 

Amor

 

 

 

> - Ó rica, a ministra Paula Teixeira da Cruz disse que o lugar de procurador-geral da República tem de ser ocupado por alguém que tenha amor pelo Ministério Público!

 

- Ai, querida, não me diga uma coisa dessas... Ó queridérrima, e eu a pensar que era preciso ter amor pelo salário daquele cargo...

 

 

© texto: jes

© ilustração: jpb