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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

GRANDE SATISFAÇÃO

 

> Como já devem ter reparado introduzi na barra lateral um quadro mostrador dos visitantes do PPTAO. É com grande satisfação que registo Macau como o segundo lugar no mundo com mais leitores do blogue. A satisfação manifesta-se por eu interiorizar que ainda tenho muitos amigos naquele território e que preferem a leitura do que publico. Bem hajam, amigos de Macau. Este post é em vossa homenagem.

 

 

MATARAM O SÉRGIO ROQUE

 

 

> Quem esteve por Macau nos anos 1980 deve lembrar-se de Sérgio Roque, assessor do secretário-adjunto para as Obras Públicas Amílcar Martins. Conheci bem o Sérgio Roque e fui muito amigo dele. Há uns tempos foi para Angola, possivelmente por gostar muito de dinheiro. E foi o dinheiro que o matou. Na quarta-feira, em Luanda, foi levantar dinheiro a um banco e transportou-o numa pasta, de jipe, para os escritórios da empresa onde trabalhava. Angola não é para brincadeiras de quantias avultadas de dinheiro transportadas em pastas na mão. Quatro indivíduos conduzindo motas cercaram o seu jipe e quiseram a pasta. O funcionário que ia com ele fugiu logo e gritou-lhe para largar a pasta. O Sérgio Roque agarrou-se à pasta e tentou enfrentar os meliantes. Quatro tiros acabaram-lhe com a vida. Em certos sites de Angola pode ler-se: "Chegou a hora de matar todos os 'tugas' em Angola". Corram, corram mais para Angola, não se esqueçam, corram depressa para o dinheiro, para a morte...

 

 

 

ANGOLA IGUAL A MACAU

 

 

 

> O espectáculo é triste. E por que será que temos de ser assim? Uns sanguessugas permanentes e itinerantes. O filme é de papel químico ao que se passou com Macau. O palco agora é Angola. Assisti a um dos espectáculos mais tristes da minha vida com tudo o que era empresa de construção civil, de comunicação social, de aviação, de gestão de aeroportos, de laboratórios, de tudo e mais alguma coisa. Foram políticos de todos os quadrantes, sindicalistas, advogados, arquitectos, engenheiros, jornalistas, livreiros, médicos, enfermeiros, hoteleiros, militares, cozinheiros, pasteleiros, filatélicos, pilotos de carros, de motos e de aviões, empresários de todos os ramos do comércio e da indústria, prostitutas, toda a minha gente era convidada ou fazia-se convidada, ou decidia-se pela aventura de uma experiência macaense. Foi um rodopio de chegadas e partidas à procura do El Dorado. Cheguei a pensar que Macau iria levar uma grande volta cultural e que de uma vez por todas a terra iria ficar aportuguesada. Debalde. O vai-e-vem que vos referi apenas teve um objectivo: sacar dinheiro. E felizes e contentes daqueles que o conseguiram. Que lhes faça bom proveito. Só lhes peço um favor: que nunca digam mal da terra.

Agora, é tal e qual o mesmo: para Angola e em força. Toda a gente quer sacar o seu. Até a RTP se deslocou para um programa vergonhoso de uma "graxa" que deve ter valido muitos milhões de euros para a sua sobrevivência. Em Macau, o governador convidava, oferecia e o pessoal debandava anunciando aos quatro ventos que se tratava do melhor português do mundo. Agora, Eduardo dos Santos deu ordens para distribuir petrodólares por tudo o que for português. Uma boa maneira de tapar a ditadura e até lhe beijarem os pés. O portuguesinho é tramado. Primeiro, para Angola que era nossa, que era preciso matar os terrorristas. Depois, demos-lhe a independência para que sigam o seu caminho sem o nosso "colonialismo". E agora, são nossos irmãos a quem é preciso sugar o que for possível em forma de neo-colonialismo, perdão, em forma de longa e fraterna amizade entre os dois povos...

 

ROCHA VIEIRA "NÃO FOI" GOVERNADOR DE MACAU

 

Este jornal era meu. A ditadura da corrupção obrigou-me a encerrá-lo. Uma história que ficará escrita para os meus filhos publicarem

 

 

> Surpresa. O 'DN' ao noticiar a composição do novo Conselho Geral de Supervisão da EDP (algo que não faz falta nenhuma a não ser para arranjar mais uns tachos para amigos do Governo) salienta o que cada membro do Conselho foi na vida. E não é que ao lermos o que fez Vasco Rocha Vieira simplesmente é referido pelo jornal que foi "Ministro nos Açores no primeiro governo de Cavaco Silva". Ministro? Não teria sido "Ministro da República"?

É curioso como ninguém sabe naquele diário que Rocha Vieira foi governador de Macau e que ficou na história por ter entregue sem pestanejar a nossa colónia de Macau à China. Possivelmente mesmo por isso é que a China (agora patroa da EDP) terá indicado o seu nome para o tal Conselho dos tachos.