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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

ROCHA VIEIRA "NÃO FOI" GOVERNADOR DE MACAU

 

Este jornal era meu. A ditadura da corrupção obrigou-me a encerrá-lo. Uma história que ficará escrita para os meus filhos publicarem

 

 

> Surpresa. O 'DN' ao noticiar a composição do novo Conselho Geral de Supervisão da EDP (algo que não faz falta nenhuma a não ser para arranjar mais uns tachos para amigos do Governo) salienta o que cada membro do Conselho foi na vida. E não é que ao lermos o que fez Vasco Rocha Vieira simplesmente é referido pelo jornal que foi "Ministro nos Açores no primeiro governo de Cavaco Silva". Ministro? Não teria sido "Ministro da República"?

É curioso como ninguém sabe naquele diário que Rocha Vieira foi governador de Macau e que ficou na história por ter entregue sem pestanejar a nossa colónia de Macau à China. Possivelmente mesmo por isso é que a China (agora patroa da EDP) terá indicado o seu nome para o tal Conselho dos tachos.

 

HÁ 12 ANOS

 

 

> Na noite de 19 de Dezembro de 1999 senti um dos momentos mais tristes da minha existência. Em Macau, cumpria-se uma das páginas mais negras da história de Portugal, a entrega de Macau à China. À meia-noite retirei do mastro da Redacção do meu jornal 'Macau Hoje' a Bandeira Portuguesa que sempre ali desfraldou desde que passei a proprietário do jornal mais popular de língua portuguesa publicado no território.

Hoje, cumprem-se 12 anos da passagem de administração de Macau para a sobernania chinesa e nem sequer uma pequena cerimónia alusiva à data está anunciada para qualquer local de Portugal. Vilanagem mal agradecida...

 

30 anos de ctm

 

 

> Assisti em Macau em 1981 à criação da Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM). Uma empresa que veio modificar todo o sistema económico do território e contribuir grandemente para o desenvolvimento de uma terra onde uma chamada telefónica era um martírio. A CTM está a comemorar 30 anos de existência e desejo expressar aos seus responsáveis e a todos os trabalhadores, os meus encómios pelo trabalho desenvolvido.

A CTM foi uma empresa que esteve sempre ao lado do meu jornal 'Macau Hoje' contra tudo e contra todos os inimigos do diário, incluindo alguns governantes que chegaram a influenciar administradores da empresa para que terminassem a relação comercial com o jornal. E isso nunca se pode esquecer. Num dos momentos de crise na imprensa local, foi a CTM [com a realização de um contrato de publicidade] que concedeu a facilitação de sobrevivência ao jornal. Parabéns, bem-haja e votos de muitos anos ao serviço de Macau e das suas gentes.

 

O RESPEITO PELA BANDEIRA

O último governador de Macau, general na reserva Rocha Vieira, abandona o palácio do Governo com a Bandeira de Portugal de que tanto se fala agora. Na imagem vê-se o ajudante-de-campo Tiago Vasconcelos, que guarda a bandeira há dez anos numa gaveta, a acompanhar a mulher de Rocha Vieira até ao carro que os levaria para o cais de embarque







Algumas primeiras páginas do meu jornal 'Macau Hoje' que focaram o assunto da Fundação Jorge Álvares

> De repente o general na reserva Vasco Rocha Vieira lembrou-se de dar nas vistas. Possivelmente com saudades de andar nas bocas do mundo à semelhança dos tempos em que foi governador de Macau. O general veio chocar os portugueses ao anunciar que a última bandeira portuguesa do Império estava numa qualquer gaveta do seu ajudante-de-campo Tiago Vasconcelos.
Se o último governador de Macau tinha a intenção de manifestar a sua repulsa pela atitude de Jorge Sampaio, Presidente da República quando da passagem de Macau para a China, a sua intenção cai por base. Jorge Sampaio poderá responder com uma pedra idêntica, afirmando que se Rocha Vieira tinha algum respeito pela Bandeira de Portugal nunca deveria ter permitido que a mesma fosse para o fundo de uma gaveta de um subordinado militar durante dez anos. Até já deve cheirar a mofo...

Será bom lembrar que toda esta história da bandeira, da atitude de Jorge Sampaio e dos queixumes de Rocha Vieira se deve única e simplesmente ao caso que chocou na altura o Presidente Jorge Sampaio, bem como a opinião pública portuguesa, chinesa e macaense: a criação por Rocha Vieira de uma fundação com dinheiros públicos de Macau, com sede em Lisboa, sem dar conhecimento ao Presidente da República de quem dependia exclusivamente.
Depois da "bronca" com a Fundação Jorge Álvares, o Presidente Sampaio nunca mais quis ouvir falar de Rocha Vieira, quanto mais da bandeira que está há dez anos vergonhosamente na gaveta de um coronel do Exército, ex-ajudante-de-campo do último governador.