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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Polícia Nacional

 

> Os leitores deste blogue devem pensar que sou assim um género de António Borges para os assuntos de seguranã nacional. Mas não sou conselheiro de Passos Coelho, garanto-vos. A verdade é que por diversas vezes já referimos aqui que Portugal deveria ter simplesmente uma Polícia Nacional. Adiantámos várias vezes a proposta da reunificação de todas as polícias para uma maior eficiência e diminuição de custos. O 'DN' de hoje publica precisamente matéria referente a este aasunto e adianta que a Polícia Nacional que o PSD pretende não inclui a GNR. Neste ponto é que discordamos de Passos Coelho. A nossa proposta sempre foi no sentido da unificação total de todas as Forças de Segurança (militares e policiais), do tipo Guardia Civil, em Espanha. Enfim, não se pode ser conselheiro total, né? Fusão de polícias congela admissões durante cinco anos.

 

 

Uma notícia péssima

 

> A Polícia Nacional Portuguesa (PNP) ainda não é desta. A solução para muitos problemas no seio da GNR, PSP e PJ; A poupança de muitos milhões de euros; O fim de interesses corporativistas com ligação ao mundo da corrupção empresarial, tudo isto e muito mais formando-se uma única polícia nacional não será realidade com este governo. Governo não vai mexer nas estruturas das polícias.

 

 

Polícia Nacional devia ser uma realidade

 

> Muito já escrevemos aqui no sentido de que devia ser constituída uma única polícia em Portugal. Alvitrámos que fosse a PNP, Polícia Nacional de Portugal, a qual englobaria a PSP, PJ, GNR e SEF. Essa força de segurança teria as suas diferentes direcções conforme a especialidade. Agora o assunto volta à baila: Unificação das polícias, uma mistura explosiva?

 

 

PAU COMMENTS

 

 

De Carmindo Mascarenhas Bordalo a 14 de Junho de 2012 às 15:50
Estou, em muitos casos, de acordo com o João Severino. Este não foge à regra.
Há uma dúzia de anos perguntei a um amigo meu, Chefe da PSP, por que motivo não havia uma Polícia unificada, pondo termo a duplicações e, até, a dúvidas de competência territorial.
A resposta gelou-me o sangue: "seriam muitos homens pertencentes à mesma corporação, sob chefias comuns, o que é mais perigoso para certos interesses do que Polícias divididas".
Nunca esqueci esta afirmação. Continuarão tais interesses a prevalecer???

 

 

 

POLÍCIA NACIONAL É URGENTE

 

> A criação da Polícia Nacional Portuguesa fundindo a GNR, PSP, PJ, SEF e outras forças numa só é imperioso e urgente. O grave problema gerado entre a PSP e a GNR a propósito da nomeação dos oficiais para o Euro12 é uma prova de algo vai muito mal no reino das polícias. O superpolícia Antero Luís resolveu escolher apenas oficiais da PSP para chefiar a delegação policial ao campeonato europeu de futebol, a realizar na Polónia e Ucrânia. Como represália e desacordo o comandante-geral da GNR, Newton Parreira, já mandou retirar todos os seus militares da missão. Entretanto, os oficiais da GNR estão ofendidos com a atitude do superpolícia e a Associação Nacional de Oficiais da GNR (ANOG) classificou a situação como "grave" e refere que "configura uma discriminação e dualidade de tratamento dos militares da Instituição GNR, em relação aos elementos da PSP". Continua-se a brincar com o fogo e quando se queimarem não chorem...

 

 

ISTO É QUE É PORTUGAL

 

> Na PSP, é bem conhecido o caso de um ex-oficial que trocou a Polícia para assumir o cargo de chefe de segurança do Fórum Almada, de onde já saiu entretanto para outra empresa. Também na GNR, houve um oficial que abandonou a instituição e passou a ser director de segurança do grupo Auchan.

Na Polícia Judiciária, há mais exemplos. Os actuais directores de segurança do Banif, da embaixada dos EUA, do Corte Inglés e do grupo Jerónimo Martins foram inspectores e coordenadores de investigação criminal daquela Polícia, que entretanto se aposentaram.