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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Adeus classe média

 

> Os Ministros da Europa pedem fim a cortes nos gastos sociais. Mas ninguém pede que que o trabalho (independentente ou por conta de outrem) seja recompensado ou deixe de ser penalizado!

 Uma sociedade com uma elite de gente muito rica e uma plêiade de pobres dependentes. O mérito, o trabalho, o construir a nossa vida pelo esforço - obviamente recompensado - não cabe nas ideias destes senhores.
Ajudem-se, com dinheiro público, os bancos e os conglomerados financeiros.
Mantenha-se a malta com umas esmolas.
A vida digna da classe média que trabalha é que é para sacrificar. Cortem-lhe salários, carreguem-na de impostos sobre o rendimento, taxem-lhes as casas.
O iluminado de serviço do falido SOL já tinha avisado: "A classe média vai ter de pagar a principal factura da crise". Mesmo que não tenha sido ela a culpada.

É a inversão de valores há tanto tempo pretendida. Já está oficializada.

 

(Enviado por leitor)

 

 

 

Dia quente

 

> Centenas de milhares manifestaram-se por todo o país. Mostraram a sua indignação contra as políticas de austeridade do governo Passos-Portas. O CDS reuniu-se e mostrou a sua pouca categoria para ser um partido credível. O CDS pertence a uma coligação governamental e critica o governo resultante dessa coligação sem que tenha a dignidade de romper a união. O PSD veio manifestar a sua satisfação pela ordem e democracia registadas nas manifestações e anunciar que Passos Coelho irá governar como anunciou na entrevista concedida à RTP na quinta-feira passada. Louçã foi para o Porto misturar-se com os manifestantes e promover João Semedo à liderança do Bloco. Louçã acrescentou que este governo não tem futuro. António José Seguro salientou que o PS não está interessado numa crise política, de onde se pode depreender que nada fará para derrubar o governo de Passos Coelho. Nuno Melo do CDS confirmou-se como o Louçã da direita. A PSP ainda não jantou e está cheia de trabalho em frente da Assembleia da República.

 

 

A ABSTENÇÃO VAI SER ENORME

 

> A aliança política PSD/CDS/PS está a provocar na maioria do povo português uma onda de desalento e revolta social. Com isto como regra de ouro: Governo em força a pressionar acordo com PS, resultará que a crise, as dificuldades, as falências, as famílias empobrecidas irão provocar que se virem as costas ao próximo acto eleitoral.

São sempre os mesmos que ao longo de mais de 30 anos não são capazes de ser sérios e trabalhar em benefício das condições de vida deste povo. Quem é que pode acreditar num sistema político e judicial onde impera toda a forma de adiamaento de sentenças de tipos poderosos, para depoiois nos dizerem que entrou 1 milhão nos cofres do CDS com o caso Portucel? mas, afinal, que foi tudo ilibado. Pff!... Nas próximas eleições está encontrado o vencedor, certamente: a abstenção. Elle même...

 

 

A POLÍTICA JÁ METE NOJO

 

> Vem um novo governo e o desemprego aumenta. Hoje, já vai nos 15%. Vem a troika e manda. Vêm os deputados e fingem que fazem. Vêm os partidos e querem tachos para os boys. Um governo que não quer ficar na história decretando um subsídio de desemprego de numerário igualitário para todos os desempregados. Uma troika que só pensa em austeridade até à revolta geral. Uns deputados que em primeiro lugar preocupam-se com os seus negócios. Uns partidos que nem procuram arranjar novos simpatizantes. A política já nos asfixia pela nulidade de resultados. Pior, porque aconselha a emigrar e nem nos oferece o bilhetinho...

 

 

A HISTÓRIA DA GILLARD E DO PORTAS

 

> Vou apresentar-vos um caso que tanto pode ser a pura das coincidências e da realidade, como um papel químico do que se passa na Austrália transportado para o nosso país. Então, é assim: era uma vez uma Austrália grandiosa e política, onde pela primeira vez foi eleita uma mulher para o cargo de primeiro-ministro. Julia Gillard provocou a inveja de muitos políticos-homens incluindo no interior do seu próprio Partido Trabalhista. No entretanto, têm inventado as histórias mais mirabolantes e absurdas sobre a senhora. Como quase nada do maldizer pegou na opinião generalizada do povo eleitor (particularmente o facto de porem a correr a informação de que a primeira-ministra ora tinha muitos namorados ora era lésbica), os seus comparsas do partido e seus críticos não desistiram de tentar mandar abaixo a senhora Gillard da chefia do Governo.

Acontece, que Julia Gillard anunciou ontem ter convocado uma votação para escolher a nova liderança do Partido Trabalhista e desafiou o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Kevin Rudd, para concorrer ao lugar, já que é este ilustre que lhe tem andado a fazer a cama por todo o lado. Rudd acaba de pedir a demissão de ministro dos Estrangeiros alegando que teve o apoio de colegas do Governo para deitar abaixo Gillard.

Eu já tinha visto esta história, mas na suposição das minhas conjecturas sobre a política portuguesa. Garanto-vos que algo de muito semelhante poderá acontecer no seio do Governo português. O ministro dos Negócios  Estrangeiros, Paulo Portas, continua a sonhar em ser primeiro-ministro e as "bicadas" que amíude o CDS já dispara contra o PSD (veja-se a Câmara do Porto) mostram bem como Portugal poderá assistir a eleições legislativas antecipadas, podendo ser o CDS o partido mais votado e, consequentemente, Paulo Portas o novo chefe do Executivo. Pois, são só conjecturas... fia-te na virgem e não corras!